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Primeiro bebê do mundo nasce no Brasil após transplante de útero de doadora falecida

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O primeiro bebê nascido de um útero transplantado de uma doadora viva ocorreu em 2014 na Suécia. A mulher de 36 anos recebeu o órgão de uma mulher de 61 anos. A receptora nasceu sem útero devido à uma síndrome genética, porém seus ovários estavam intactos. Esse foi um marco na luta contra a infertilidade feminina.

Depois desse fato, alguns outros ocorreram, sendo um deles realizado no Brasil com o primeiro nascimento no mundo de bebê vivo vindo de útero transplantado de uma doadora falecida. O transplante foi realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo por uma equipe de 14 médicos brasileiros liderados pelo ginecologista Dani Ejzenberg.

A doadora tinha 45 anos, já tinha feito 3 partos naturais e morreu após sofrer uma hemorragia cerebral. A receptora de 32 anos nasceu com a síndrome Rokitansky, a mesma síndrome da primeira paciente em 2014. A gestação foi possível, pois a receptora passou previamente por procedimento de fertilização in vitro, com a coleta de seus oócitos que foram fertilizados pelos espermatozoides de seu marido e os embriões gerados foram criopreservados.

O transplante do útero foi realizado em setembro/2016. A paciente teve alta depois de 8 dias e a receptora manteve o uso de imunossupressores por 5 meses para evitar a rejeição. Após 37 dias do transplante, ocorreu a primeira menstruação e sete meses depois, ocorreu a gestação a partir da transferência dos embriões criopreservados. A gestação evoluiu bem e o parto ocorreu em dezembro/2017, com aproximadamente 36 semanas, com o nascimento de uma menina apresentando bom estado geral.

Esse fato é um marco na ciência brasileira e mundial, pois, apesar de o transplante de útero já ser uma técnica com resultados positivos, foi a primeira vez em que o útero transplantado veio de uma doadora falecida, aumentando, assim, a disponibilidade de mais órgãos para doação e, consequentemente, aumentando também a possibilidade de gestação para mulheres com problemas de fertilidade uterina.

por Sabrina M. R. J. Costa

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