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Morfologia espermática

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Quando realizado um espermograma, três parâmetros principais do espermatozoide são avaliados: quantidade, motilidade e morfologia. E uma dúvida de médicos e pacientes é até que ponto essa morfologia alterada pode refletir nos resultados da fertilização in vitro. Estudos mostram que os espermatozoides são sim muito importantes no tratamento e alterações na sua forma impactam na qualidade embrionária, nas taxas de fertilização e implantação do embrião.

A morfologia é analisada pelo critério estrito de Kruger, que é uma forma rigorosa de analisar o formato dos espermatozoides ou pelos critérios da Organização Mundial de Saúde – OMS, sendo pelos dois modos os valores considerados normais quando encontramos cerca de 4% ou mais de gametas sem alteração de forma.

Assim, durante a avaliação morfológica esperamos encontrar um espermatozoide com formato oval, com cabeça de 5 a 6 micrômetros de comprimento e 3 a 4 de largura. Deve ter também região conhecida como acrossomo cobrindo de 40 a 70% de sua cabeça. Não podendo ter anormalidades nas regiões do pescoço, peça intermediária e cauda.

Vale ressaltar, que um espermatozoide com morfologia alterada pode fertilizar o óvulo, no entanto, quanto maior o número de espermatozoides com morfologia alterada, maiores as chances de impacto negativo nas taxas de fertilização e qualidade embrionária, principalmente se esse parâmetro estiver associado com outras alterações como concentração e motilidade do espermatozoide.

Darlete Matos

Embriologista Senior

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